No Maranhão o crime eleitoral compensa

Em 2012 Flávio Dino invadiu o Tribunal Regional Eleitoral para dar uma bronca no juiz Sérgio Muniz. Cheio de si e tratando a sede do tribunal como uma espécie de pardieiro, o comunista rodou a baiana. Na ocasião, o magistrado havia impedido que a coligação do candidato Edivaldo Holanda Jr cometesse crime eleitoral ao divulgar pesquisas suspeitas de fraude. Desde aquele dia até hoje nunca mais se teve notícia de punição para crimes eleitorais cometidos por Flávio Dino e seus aliados. A truculência parece ter funcionado…

Você pode ver o vídeo do papelão AQUI.

Nas eleições de 2016 o prefeito Edivaldo Holanda Jr simplesmente desprezou uma série de normas eleitorais impostas a candidatos em vias de reeleição. As eleições do ano passado em São Luís foram uma verdadeira orgia eleitoral. Para ficar em apenas uma das “posições”, o prefeito atropelou a norma que versa sobre a retirada de qualquer tipo de propaganda institucional durante o período eleitoral. A prefeitura não só manteve uma série de placas pela cidade como intensificou a sua veiculação semanas antes das eleições. O que aconteceu? Nada!

Provavelmente com receio, ou apenas medo mesmo, de que o Flávio Dino invadisse a sede do Ministério Público ou do TRE como fizer em 2012, promotores e juízes simplesmente fecharam os olhos para os crimes eleitorais do aliado do governador.

Se Flávio Dino fez o que fez quando era apenas um cidadão comum (se é que ele sentiu-se assim algum dia na vida), imaginem agora que é governador? Para peitar tem que ter coragem, qualidade que os covardões do MP e do TRE com certeza desconhecem.

Na noite de ontem uma propaganda eleitoral no intervalo da novela A Força do Querer foi veiculada uma propaganda do PCdoB em que o governador Flávio Dino aparece dentro de uma escola pública ao lado de estudantes fardados. Privatiza para seu partido os méritos do estado, conduta também vedada pela lei eleitoral.

Provavelmente com medinho de que Flávio Dino invada a sede do Ministério Público e sai distribuindo petelecos, os promotores devem deixar a coisa passar.

Um dos grandes méritos de Flávio Dino ao longo dos últimos anos foi mostrar, com aquele surto de truculência em 2012 e o desenrolar posterior dos fatos, que o judiciário e o ministério público maranhenses carecem de não são tão intrépidos assim.

Se você tem um pouquinho de poder, basta invadir, gritar e intimidar que as coisas se resolvem. Aí depois, se o destino permitir, você vira governador e trata a coisa como ela merece ser tratada: uma casa de tolerância. Por que digo isso?

Flávio Dino tem salvo conduto para cometer o crime eleitoral que quiser em 2018. Isso não é uma hipótese sobre o futuro, é uma certeza presente. Ele faz o que quer, quando quer e contra quem quiser.