Venezuelanos lutam contra a implantação do comunismo no País

A votação para a Assembleia Nacional Constituinte proposta pelo ditador comunista socialista Nicolás Maduro mergulhou, no domingo,30, a Venezuela em uma espiral de violência sem precedentes durante um processo eleitoral com pelo menos 15 mortos desde a noite de sábado, fora os outros 113 contabilizados antes, e encaminha o país à uma intransponível fratura da sociedade e das instituições. O ditador assassino seguiu em frente com seu plano de redigir uma nova Constituição e realizou eleições rejeitadas em bloco pela oposição – que não apresentou candidatos e promete agora redobrar seu enfrentamento ao regime – e boa parte da comunidade internacional.

O primeiro efeito da decisão de Maduro de levar adiante seu projeto é que a Venezuela terá um Parlamento exclusivamente governista, ignorado por todos os partidos da Mesa da Unidade Democrática(MUD) e setores críticos do chavismo e sanções contra opositores, como 30 anos de cadeia para twitteiros que criticarem o regime ditador.

“Menos armas, menos violência e menos mortes?”

Após ser desarmado pela ditadura bolivariana com a conversa de “Menos armas, menos violência e menos mortes”, o povo agora luta com a própria vida nas ruas do País, contra o exército miliciano montado por Maduro que recebeu mais de 500 mil armas neste ano para lutar “em nome da revolução” contra a população indefesa que se opõe à nova constituinte que propõe o fim da liberdade de pensamento e desenvolvimento da nação.

Partido de esquerda no Brasil como PT, PCdoB, PSOL e demais, já manifestaram apoio ao novo regime ditatorial venezuelano

O deputado do PCdoB Orlando Silva, também preferiu não entrar no mérito da Constituinte. “É uma situação delicada a que a Venezuela vive hoje”, disse. “A Constituinte é uma opção que o país fez e não nos cabe tratar do mérito; temos que respeitar o país vizinho”. No final de semana passado, durante a 23ª edição do Foro de São Paulo, realizado na Nicarágua, partidos da esquerda brasileira como PT e o PCdoB assinaram um manifesto defendendo a Constituinte.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann afirmou, em seu discurso, que espera que a eleição de domingo “possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da Revolução Bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica”. Na última quarta-feira, a oposição realizou uma greve geral no país e desde que os protestos começaram, em abril mais de 90 pessoas morreram nas ruas.

O PSOL, embora não seja signatário do Foro de São Paulo, defende posição parecida. “Apoiamos [a Constituinte] e esperamos que a solução passe pela decisão do povo”, disse o presidente do partido, Luiz Araújo. “A direita tem tentado impedir o exercício de Maduro e a saída do presidente foi devolver ao povo o direito constitucional de decidir para onde o país deve seguir”, afirma. Já Gilberto Maringoni, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, diz ter dúvidas se a Constituinte seria, de fato, o gargalo da crise daquele país, mas ainda assim ele defende a convocação. “É a saída que o Governo tem para não perder mais legitimidade”, diz. “Temos um avanço da direita na Venezuela como tem ocorrido com o Brasil e por isso acho que a esquerda tem que apoiar Maduro agora”.