Mais de 100 cidades do país farão marcha pelo Escola Sem Partido

O Movimento Brasil Livre decidiu encampar de vez a bandeira do Escola Sem Partido. Pela primeira vez, está convocando  uma marcha contra a doutrinação ideológica nas escolas, seja de direita ou esquerda, para que as crianças e adolescentes, apenas sejam ensinadas com as matérias que devem aprender para terem um futuro promissor como adultos, principalmente ao ingressarem no mercado de trabalho.

Ao todo, segundo o MBL, cerca de 100 cidades de 19 estados participarão da marcha. O evento principal está marcado para o dia 15 de agosto, às 13h, na Praça da Sé, em São Paulo.

Além de apoiar os projetos de lei contra a doutrinação que já tramitam nas assembleias estaduais e câmaras de vereadores, o MBL pretende levar a ideia a novas cidades. O site da marcha oferece até mesmo um modelo para ser apresentado como projeto de lei e orienta os participantes a procurarem vereadores que apoiam a causa.

A data escolhida, uma terça-feira, busca realizar o ato durante a atividade parlamentar dos vereadores em todo o país, após o recesso de julho. A ideia é, prioritariamente, protocolar o projeto de lei durante uma sessão plenária local.

PARTIDARISMO NAS ESCOLAS E UNIVERSIDADES

A doutrinação ideológica partidária de extrema-esquerda passou a ser aplicada desde as bases da educação, sendo deixado de lado o que realmente é necessário para o conhecimento e a formação do cidadão, como direitos e deveres, por exemplo. A ideologia de gênero, que não tem apoio de nem metade da população, é uma das mais aplicadas no meio educacional, inclusive para crianças. Os doutrinadores passaram a atacar, principalmente, qualquer liberdade de expressão que seja de pensamento de direita.

O resultado disso é a queda do nível de educação no Brasil que vem caindo continuamente ano a ano no ranking mundial. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), entre 70 países avaliados em 2016, no Brasil houve uma queda de pontuação nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática e o país ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

As nossas crianças não sabem fazer contas básicas das quatro operações matemática ou conjugações simples de verbos do português. O índice de analfabetismo funcional é altíssimo. De acordo com uma pesquisa do Instituto Paulo Montenegro, em parceria com o Ibope, 42% da população têm restrições no uso da leitura, da escrita e do raciocínio matemático.

Menos de 70% daqueles que possuem diploma de nível superior conseguem ser proficientes na leitura e escrita, ou seja, demonstrar habilidade e competência na leitura e na produção de textos. E Somente 8 em cada 100 pessoas têm um perfeito domínio da leitura e produção de qualquer tipo de texto.

O QUE O PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO PROPÕE?